
Devido às obras no campo da Reboleira (esse grande palco do futebol nacional, um verdadeiro estádio à inglesa), o jogo com o Estrela da Amadora foi marcado para um estádio que nos costuma dar muitas alegrias. Assim, as expectativas em relação a este encontro, disputado na Luz, foram aumentando à medida que o dia do jogo se aproximava. Da Invicta partiram duas camionetas dos Super Dragões, mas a maioria dos ultras portistas viajou em carros particulares. O GMU também escolheu este meio para realizar a sua transferta, juntando-se, em Lisboa, com os membros que têm a infelicidade de lá morar. Enquanto as camionetas e outros adeptos se reuniram nas portagens e de lá partiram para o estádio, outros ultras mais aventureiros (GMU incluído) decidiram juntar-se em Alvalade e depois partir para o outro lado da segunda circular. Aí, depois de estacionar as viaturas num parque próximo do centro comercial Colombo, lá partimos em direcção ao ninho da águia sem a tão indesejada companhia policial. Então foi altura de algumas aventuras à volta do estádio, onde houve tempo para pôr na ordem alguns cobardes sem nome e para sermos cercados pelas forças policiais num túnel, para que estas pudessem, como tanto gostam, distribuir as bastonadas da praxe. Muito se especulou a respeito duma eventual recepção hostil dos lampiões, mas devido à derrota humilhante sofrida na véspera, poucas personagens de cor vermelha apareceram nas imediações ou no interior do seu próprio recinto. Chegados à entrada do estádio, enquanto uns entravam, outros GMU’s esperavam e desesperavam por um elemento do staff do Estrela da Amadora, que tinha convites para os camarotes para nos oferecer. Depois de muitas voltas, muitas gargalhadas e algumas correrias, lá conseguimos entrar de borla para o sector visitante.
Já dentro do estádio, o GMU juntou-se a todos os ultras azuis e brancos, para uma noite de grande apoio vocal, aproveitando o facto do estádio estar praticamente vazio. Mais uma vez provou-se que se não fossem os grupos ultras a marcar presença, o nosso clube pouco ou nenhum apoio teria. De facto, foram 90 minutos de grande nível, com vários cânticos a sair com força e continuidade. Para isso também ajudou a boa prestação da equipa, que dentro do campo realizou uma boa exibição e venceu a equipa lisboeta por três golos sem resposta. Destaque para o grande golo do Raul Meireles e para mais um belo jogo do puto maravilha Anderson.
Acabado o jogo, e já com a vitória e os três pontos no bolso, foi tempo de ficarmos retidos nas bancadas durante meia hora. Depois lá rumamos em direcção aos carros, sem antes deixarmos de assistir a mais uma demonstração de clara incompetência da polícia lisboeta, que deixava os adeptos portistas serem alvos de cobardes ataques, ao mesmo tempo que não nos dava hipótese de os defender. Mas giro foi quando lembrámos a um agente da (des)autoridade, que éramos nós que lhe pagávamos o ordenado e ele respondeu que pagávamos muito mal…
Depois de mais umas esperas, lá conseguimos partir e rumar de novo ao Porto, numa viagem calma e sem nada a registar, tirando o facto do Johnny, a Patrícia e o Miguel terem passado fome à custa do Tiago, que só pode comer nos restaurantes mais requintados e tem alergia a Macdonald’s…
Ah, e já estamos em primeiro!